quarta-feira, setembro 01, 2010
O assassinato da rua Mattos
Quando a porta rangeu, Rodolfo chegou pro cantinho do sofá. Seu assassino entrou com sua machadinha e usou a pontinha do móvel da sala para sentar.
ASSASSINO: # Temos que conversar. RODOLFO: # Eu sei. ASSASSINO: # Assim você me atrapalha, cara. RODOLFO: # O que eu faço?
O assassino cochichou 1/3 de palavras no ouvido dele que balançava a cabeça como que em forma de gratidão.
O assassino ofereceu um furador de gelo para ele. Rodolfo pegou o objeto e sem fechar os olhos mirou o contorno do coração. Furou como em pontilhado. O coração foi desenroscado enquanto Rodolfo assobiava.
RODOLFO: # Rex!
Um cãozinho de jardim apareceu. Foi direto ao coração e o lambeu. Pálido, mas pulsando, Rodolfo devolveu o órgão para dentro de seu corpo.
ASSASSINO: # Agora sim, podemos proceder.
Com a machadinha, o assassino acertou o cérebro(que ficou em frangalhos), mas o coração ainda batia.
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